quarta-feira, 18 de julho de 2012

Envolto no desenvolvimento precoce de minha monografia, nas questões do trabalho e na preguiça característica, deixei de lado a manutenção deste blog. Hoje decido retornar, principalmente depois de ter sido, eu acredito, muito bem sucedido na execução de minha monografia precoce.
Sei que é bem cedo para alguém que está no terceiro período pensar em tal coisa tampouco fazê-la. Mas minha vida sempre foi assim, sempre adiantava as coisas, ao menos as referentes ao estudo.
Desenvolvi um assunto que jamais houvera imaginado por me interessar. Carlos Magno, rei dos Francos. Nos tempos longínquos de colégio, lembro-me de achar bem desinteressante a Idade Média. Talvez não tenha tido bons propagadores da matéria em questão. O que sei é que neste período me apaixonei pelo assunto o qual já vinha me seduzindo desde que decidi o assunto de meu trabalho.
De início decidi por algo muito complexo que, com o tempo, descobri não se tratar especificamente de algo destinado a uma monografia e sim uma tese. Desta forma acabei por já definir o que posso escrever para um pretenso Mestrado. Bom né? Otimo eu acho.
Mas enfim, descobri ao reformular meu trabalho as imensas possibilidades de se trabalhar o assunto relativo ao rei Franco. Assim, derivei minha pesquisa formulando uma comparação entre ele e dois imperadores romanos: Diocleciano e Constantino. Ao primeiro comparo as semelhanças nas estratégias administrativas que determinaram em um a provincialização do Império Romano e noutro a fragmentação territorial visando uma melhor administração e que acabou por ser a origem da sociedade medieval feudal que posteriormente se instalaria em detrimento do poder dos reis. Ao segundo comparo as semelhanças nas estratégias políticas que determinaram a ascenção ao poder, por ambos, através de usurpações, conquistas militares e apoio da Igreja Romana.
A partir de então se estabelece uma ligação paralela à conceituação de antiguidade tardia e a discussão acerca de seu término e do começo de uma identidade europeia. Para isso estou lendo 16 livros entre assuntos de medieval, antiga e teoria.
Se ao apresentar este à orientadora haverão diversos cortes, de qualquer forma acho que de 98 páginas de assunto ao menos a metade possa ser utilizada. Se tudo o fosse havendo apenas a necessária adequação e ampliação da discussão de certos aspectos com mais minúcia, eu já me consideraria um vitorioso e essa seria a chave fundamental para que pudesse confirmar minha vocação medievalista.

Nenhum comentário:

Postar um comentário