Envolto no desenvolvimento precoce de minha monografia, nas questões do trabalho e na preguiça característica, deixei de lado a manutenção deste blog. Hoje decido retornar, principalmente depois de ter sido, eu acredito, muito bem sucedido na execução de minha monografia precoce.
Sei que é bem cedo para alguém que está no terceiro período pensar em tal coisa tampouco fazê-la. Mas minha vida sempre foi assim, sempre adiantava as coisas, ao menos as referentes ao estudo.
Desenvolvi um assunto que jamais houvera imaginado por me interessar. Carlos Magno, rei dos Francos. Nos tempos longínquos de colégio, lembro-me de achar bem desinteressante a Idade Média. Talvez não tenha tido bons propagadores da matéria em questão. O que sei é que neste período me apaixonei pelo assunto o qual já vinha me seduzindo desde que decidi o assunto de meu trabalho.
De início decidi por algo muito complexo que, com o tempo, descobri não se tratar especificamente de algo destinado a uma monografia e sim uma tese. Desta forma acabei por já definir o que posso escrever para um pretenso Mestrado. Bom né? Otimo eu acho.
Mas enfim, descobri ao reformular meu trabalho as imensas possibilidades de se trabalhar o assunto relativo ao rei Franco. Assim, derivei minha pesquisa formulando uma comparação entre ele e dois imperadores romanos: Diocleciano e Constantino. Ao primeiro comparo as semelhanças nas estratégias administrativas que determinaram em um a provincialização do Império Romano e noutro a fragmentação territorial visando uma melhor administração e que acabou por ser a origem da sociedade medieval feudal que posteriormente se instalaria em detrimento do poder dos reis. Ao segundo comparo as semelhanças nas estratégias políticas que determinaram a ascenção ao poder, por ambos, através de usurpações, conquistas militares e apoio da Igreja Romana.
A partir de então se estabelece uma ligação paralela à conceituação de antiguidade tardia e a discussão acerca de seu término e do começo de uma identidade europeia. Para isso estou lendo 16 livros entre assuntos de medieval, antiga e teoria.
Se ao apresentar este à orientadora haverão diversos cortes, de qualquer forma acho que de 98 páginas de assunto ao menos a metade possa ser utilizada. Se tudo o fosse havendo apenas a necessária adequação e ampliação da discussão de certos aspectos com mais minúcia, eu já me consideraria um vitorioso e essa seria a chave fundamental para que pudesse confirmar minha vocação medievalista.
HISTÓRIA ANTIGA???? NEM TANTO...
quarta-feira, 18 de julho de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
OS MESTRES SE VAO PARA PREPARAR OS CAMINHOS...
OS MESTRES SE VAO PARA PREPARAR OS CAMINHOS...
Sempre tentamos atenuar a perda com esta frase. Sempre na esperanca de algo alem realmente exista, e eles, junto a nossos entes queridos que ja se foram, estejam la. Quero crer nisso...
Quero crer que Tom esta criando mais uma obra de arte que Elis espera ansiosa pra cantar, enquanto Vinicius e Drummond disputam o soneto mais lindo enquanto Mario Lago cantarola feliz sua eterna Amelia. Quero uma roda de samba monumental: Cartola, Clara Nunes, Chiquinha Gonzaga e Noel. Um ceu pintado por Picasso, Monet, Portinari... supervisionados por Da Vinci, Michelangelo, Velasques e tantos outros no universo sem fim, colorido!
Platao e socrates filosofando a vida em conjunto aos iluministas. Uma sessao de cinema, ao vivo, com Marilin, Greta Garbo, Clark Gable e Vivian lee, ao som de Glenn Miller e ao fundo os ensaios da recem chegada Whitney com Michael e Elvis. Uma Amy sem drogas ou drinks, embriagada apenas de talento, cantando jazz e blues com Louis Armstrong, Ella Fitzgerald e Tim Maia.
Nao quero politicos! So pacifistas... Um governo dividido por Jonh Lennon, Gandhi, Madre Tereza, Joao Paulo II, e outros...
Quero uma junta do riso governando o ceu: Oscarito, Grande Otelo, Chaplin de Carlitos e mandando em tudo a bagunca geral de centenas de Chicos. Azambuja querendo a pasta da fazenda mas o Justo Verissimo ja articulou com o Bozo que e da globo e conversou com a Neide Taubate que e super amiga da Salome, que todo dia liga pra Deus, o qual esta de olho na sacolinha gorda do Tim Tones que nao para de brigar com Painho, que ainda sente dores nos quartos mas nao deixa de correr atras igual ao professor Raimundo. E no meio disso tudo, dormindo tranquilo, o Chiquinho, bebe, como ele proprio queria, virar bebe no fim. Dormindo sereno, ninado por seus filhos-clone.
Quero entao tudo isso, que seja assim. Enfim...
segunda-feira, 19 de março de 2012
PORQUE RIS? GRANDE THOR...
Longe de prejulgar ou acusar, achei muito estranha esta foto em que o filho querido e superprotegido do Sr. Fantástico bilionário, aparece sorrindo diante da tragédia que causou. Após ter tão violentamente, mesmo que sem querer, tirado a vida de outro ser humano, estranharia a qualquer um que visse essa pessoa soltar um sorriso quase debochado diante de tal situação.
Os atos sempre foram o louro e a cruz, o primeiro que abrilhantava o vencedor dos jogos com a glória e o segundo que o crucificava. Por isso, antes de tudo, cada ato nosso, seres civilizados, é sempre carregado das exigências comportamentais as quais a sociedade exige. Claro que tais comportamentos variam de acordo com a sociedade, seus costumes, e mesmo nivel social e de renda. Imagino se uma pessoa simples houvesse, sem querer, atropelado e matado o filho do Sr. Fantástico e saísse da delegacia, se é que conseguiria, rindo. De que a opinião pública e a mídia o acusaria? Assassino cruel, insensível, rindo mesmo depois de cometida a barbárie! Enfim, claro que as circunstâncias diante do mesmo ato seriam totalmente diferentes.
Assim, a despeito de qualquer culpabilidade, fica-me na memória essa foto, e tudo o que ela me passa de mais interno, mais intrínseco e parcial. Vejo pois, a meu ver, um rapaz mimado e seu pai bilionário, que não seria o mesmo rapaz se não fosse seu pai quem é. Não estaria saindo da delegacia dessa forma sem chamar qualquer atenção negativa se fosse um qualquer cujo ato impensado matou alguém. Claro que podem dizer que o que estou proferindo nada mais seria do que minha parcialidade invejosa relativa ao poder econômico do projenitor de Thor, o quase senhor Odin, mas a verdade é que a realidade é esta mesmo, doa a quem doer, os ricos podem coisas que os pobres, meros mortais, seriam muito julgados se os fizessem. Envolver-se em um trágico acidente é uma coisa, mas horas depois sair de uma delegacia com um sorriso tranquilo no rosto, já acho algo muito diferente, indicador ou de indiferença ou distúrbio mental.
domingo, 18 de março de 2012
O RETORNO...
O RETORNO...
Peço desculpa aos meus admiradores deste blog pela minha ausência por alguns dias. Direi-lhes o motivo. Após um equívoco o qual fez-me perder minha senha, enfrentei o desafio - imbecil - de me aventurar no site de ajuda do blogger. Ajuda? diria desespero, na verdade os administradores parecem ter executado uma forma de, ao cometer qualquer descuido, o dono do blogger não conseguir recupera-lo. Ao contrário de vários outros sites nos quais, ao esquecer a senha, esta é simplesmente enviada para o email arquivado quando executada a inscrição, o blogger envia-nos um email com outro endereço o qual envia outro endereço e dentro deste outro... E nada da senha. Um deles chama-se " RECUPERAÇÃO DE SENHA". Mas vos pergunto: Como recuperar uma senha se eles não enviam a antiga tampouco abrem uma janela de recadastramento de senha. Na verdade parece mais um site de recuperação da vontade louca de abandonar a internet e tecnologia e voltar à velha tradição do lápis, caneta e papel.
Enfim, estou de volta... Mas para isso tive que criar um novo blog, com uma interrogação nova no título uma vez que nem excluir o antigo blog eu posso. Afinal não tenho acesso à senha velha. Agora me respondam? os administradores idiotas que criaram o blogger ao inves de dificultar caminhos não deveriam facilitar? Afinal a proposta não é tornar fácil a contrução de uma alternativa a um Site? Aparentemente parece o contrario, pois a facilidade na construção e inversa e irremediavelmente contrária à resolução de problemas, inclusive com a impossibilidade de enviar sequer uma reclamação para alguem que seja o responsável administrador pelo blogger, ou IRRESPONSAVEL DESADMINISTRADOR.
JUSTIÇA, INJUSTIÇA E NAÇÃO INGRATA
JUSTICA,
INJUSTICA E NACAO INGRATA
Primeiramente
tenho que agradecer ao meu querido amigo e porque nao, ja historiador, Pedro
Beja, por ter-me dado o enredo para essa postagem. Sua critica a visita do
principe ingles de terceira classe ( afinal e o terceiro apenas na linha
sucessoria ) alem de me causar profunda admiracao, ja mais do que existente,
pelo meu amigo, fez-me refletir mais alem e mesmo longe do carater imparcial de
historiador. Como Monarquista que assumidamente sou, poderia parecer um
contracenso criticar, como meu amigo, todas as pompas e circunstancias da vinda
deste principe ao nosso pais. Mas ao que me contraponho nao deixa de ser uma
atitude francamente monarquista, e por isto confesso minha parcialidade,
deixe-me portanto elucidar esta trama aparentemente confusa.
Auxiliado
por um livro autobiografico de Sua Alteza, o principe ( brasileiro ) D. Joao de
Orleans e Braganca, em que, alem de sua valorosa vida, destaca sua arvore
genealogica, deparei-me com mais uma das diversas injusticas da Historia
brasileira. Ao vislumbrar as linhagens desta figura, pai de quem carinhosamente
o povo de Parati, onde trabalha duramente em sua pousada, chama de D.
Joaozinho, deparei-me com dois lados opostos, uma familia real de antiquissima
linhagem e muitos mais feitos gloriosos, brasileira de coracao e que nos
possibilitou nos tornarmos uma nacao independente e outra familia, oriunda de
invasores barbaros, assassinatos, pirataria, dominacao mundial e mentiras.
Passando
um pouco pela Historia mais antiga, remontando a Idade Media, temos o primeiro
alicerce destacado de nossa familia Imperial tao esquecida - Roberto, o forte,
conde danjou, cujo filho tornou-se posteriormente Roberto I, rei de Franca.
Isso, em 922, quando a familia inglesa que nos visitou com tanta ostentacao nao
passava de um bando de saqueadores das costas europeias ate por volta do seculo
XIII invadirem a Inglaterra e tomarem o poder desta nacao. Ainda temos, no
esteio dos antepassados de nossa casa Imperial, Hugo Capeto, fundador da
dinastia dos Capetingios, cujos celebres descendentes foram os diversos Luizes,
ate o seu ultimo, Luis XVI, guilhotinado durante a Revolucao Francesa. Ainda
temos os Boubon nesse sangue real tropicalista, sem falar nos poderosos
Habsburgo que, na figura de nossa Mater da independencia, Maria Leopoldina de
Habsburgo, nos trouxe mais do que um nome poderoso, mas sim a liberdade.
Todo este
passado e humilhado diante da afronta de tal reverencia diante de meros
ex-saqueadores de reinos, enquanto que nossos herdeiros da Monarquia deposta
pelo Golpe, sim chame-se assim, de 1889, andam sem qualquer escolmta, pompa ou
dignificacao pelas ruas de nosso pais, em Petropolis, Vassouras ou Parati.
Mesmo quando obtem audiencia com um Presidente, como a pouco houve com o
ex-titular sr. Luis Inacio, o Lula, quase nenhuma divulgacao obtem da midia,
tampouco qualquer aparato de seguranca os segue afim de garantir sua seguranca.
Quando nos anos oitenta o principe brasileiro Pedro Thiago foi sequestrado,
pouco ou nada foi feito pelos orgãos mais representativos da República em prol
da solução, tendo sido necessário o pagamento do resgate, às custas da própria
família imperial. Dirão, obvio! Eles que pagassem! Concordo, mas o completo
descaso com pessoas que fazem parte da nossa historia é completamente inverso
aquele dispensado por exemplo às famílias de ex-presidentes que fossem
sequestrados. Mesmo o vergonhoso ex-presidente Collor, que agora incrivelmente
é Senador, teria um completo aparato governamental caso, por exemplo, sua
inteligentissima esposa - que afirmou nos anos noventa que em Roma só servia
pra comprar sapatos, Roma! só serve pra isso - fosse sequestrada.
Concluindo, a verdade é que, a despeito de quaisquer convicções ideológicas, se devemos alguma reverência, esta não é com certeza à nobreza inglesa, seria no mínimo à nossa própria nobreza Tupiniquim, que se orgulha de ser brasileira mesmo que sua linhagem seja uma, senão a mais, nobre da Europa, repito, arrastando em sua História, mais de mil anos, englobando os Capetíngios, os Bourbon, os Orleans, os Habsburgo, os Bragança e os Saxe-Coburgo. Enquanto isso a família de Normandos, invasora das ilhas Britânicas, bando de saqueadores da Idade Média, cuja dinastia se empobrece por si só, a despeito dos casamentos e alianças posteriores que tentaram dar-lhes alguma nobreza. Portanto, a proxima vez que um principe seja de tal forma resguardado e protegido, que seja um principe brasileiro, marcado por nosso sol, moreninho, como por exemplo nosso querido morador de Parati, D. Joãozinho, e não um principezinho que brinca de militar e tenta inutilmente como seu pai, também ainda principe, sambar com uma mulata, fazendo caras e bocas de tarado inglês de algum conto chulo.
Concluindo, a verdade é que, a despeito de quaisquer convicções ideológicas, se devemos alguma reverência, esta não é com certeza à nobreza inglesa, seria no mínimo à nossa própria nobreza Tupiniquim, que se orgulha de ser brasileira mesmo que sua linhagem seja uma, senão a mais, nobre da Europa, repito, arrastando em sua História, mais de mil anos, englobando os Capetíngios, os Bourbon, os Orleans, os Habsburgo, os Bragança e os Saxe-Coburgo. Enquanto isso a família de Normandos, invasora das ilhas Britânicas, bando de saqueadores da Idade Média, cuja dinastia se empobrece por si só, a despeito dos casamentos e alianças posteriores que tentaram dar-lhes alguma nobreza. Portanto, a proxima vez que um principe seja de tal forma resguardado e protegido, que seja um principe brasileiro, marcado por nosso sol, moreninho, como por exemplo nosso querido morador de Parati, D. Joãozinho, e não um principezinho que brinca de militar e tenta inutilmente como seu pai, também ainda principe, sambar com uma mulata, fazendo caras e bocas de tarado inglês de algum conto chulo.
DESEQUILÍBRIO ECOLÒGICO
DESEQUILIBRIO ECOLOGICO
Muito se fala acerca de
desequilibrio ecologico relacionado a especies estranhas as nativas que
prejudicam estas ao se estabelecerem em seu habitat. Assim, ao introduzirmos
certas especies, ocasionamos uma reacao em cadeia que desestrutura tudo a seu
redor.
Seguindo
esta analise me atrevo a fazer-vos uma pergunta. E a raca humana? Nao somos por
acaso tambem uma especie endemica como qualquer outra que, invadindo o
espaco de outra, aniquila-as de imediato ou sistematicamente, aos poucos? Desde
que comecamos nossa jornada de conquista do nosso planeta, a uns 10000 anos,
todos, ou quase todos, os nossos atos seguiram o rumo de transfomacao do espaco
geografico a qualquer custo. O ser humano adquiriu a capacidade de ocupar cada
espaco o mais diverso do globo, expulsando ou matando especies nativas. Desta
forma que o Leao europeu foi extinto, assim como uma serie de cervideos, os
bisoes das pradarias norteamericanas, sem falar, nos primordios, o mamute e os
tigres da tasmania foram extintos da Australia e ainda hoje varias especies
estao ameacadas de serem as proximas vitimas da expansao humana.
Diante de
todas estas evidencias como podemos negar que sejamos uma especie que prejudica
as outras como qualquer parasita que, invadindo nosso corpo, apropria-se dele e
o consome ate o fim? E claro que, sendo nos proprios humanos, fica dificil
assumir-mos esta terrivel certeza, mas desprovidos de nossa humanidade incorporando-nos
como parte do universo animal, nao parece logica tal afirmacao?
Quando
num sentido religioso Sao Francisco de Assis, em audiencia com o Papa Inocencio
II, exorta como os demais seres da criacao desconhecem a necessidade dos bens
materiais e vivem daquilo que Deus lhes deu na natureza, fala tambem, se
abstrairmos o conceito dogmatico religioso, exatamente do que expresso neste
texto. Ele mostra o quanto nao conseguimos nos enquadrar no universo natural e
nos foi preciso agredi-lo para, se tornando a especie dominante, nos
protegermos da extincao. Houvessemos nos, humanos, deixado de lado quaisquer
pretensoes para continuarmos a viver como nossos primos primatas, teriamos
sobrevivido? A esta indagacao certamente a sobrevivencia destes nos provaria
que sim, sobreviveriamos, a despeito da ausencia da chamada civilizacao.
Claro que
a Historia nao existiria, tampouco as filosofias que tentam explicar o sentido
da vida e da propria Historia. Seriamos entes da natureza, simples atores de um
universo, e nao, como somos, seus escritores. O mundo seria, para nos, apenas
um correr atras da sobrevivencia, sem a nocao do tempo, espaco ou regras.
Selvagens? Muitos dirao isto, mas fomos menos selvagens no transcorrer
inumeravel de guerras? Nos assasinatos politicos que acompanham a civilizacao
desde os primordios? Na destruicao de diversos habitats? Por isso pergunto
novamente, somos ou nao a verdadeira especie endemica mundial?
GUERRA PRA TODO LADO, E AGORA?
GUERRA PARA TODO LADO, E AGORA?
Quando
era adolescente, a algum tempo, havia uma única ameaça, o confronto final entre
o Capitalismo e o Comunismo atravez da guerra entre os Estados Unidos e a URSS.
Os tempos se passaram, mudaram os rumos, o Comunismo acabou, derrubou-se o
muro, antigos inimigos tornaram-se aliados e parecia que a paz e a
tranquilidade substituiriam a guerra fria. Foi ledo engano, novos inimigos
vieram à tona, novos? Na verdade são antigos inimigos ocultos.
Na ameaça
terrorista, que parece; por vezes, tão atual, se refletirmos a séculos atrás
acharemos sua origem ainda na Idade Média com as cruzadas. Cristãos e
Muçulmanos travaram sua primeira batalha pelo controle do seu mundo naquela
época. Hoje temos a conclusão do desenrolar de todos aqueles ódios reunidos por
tanto tempo. Aliado a isto, centenas de alianças ao longo do tempo
desestabilizaram a região, acirrando disputas e rivalidades locais em prol dos
interesses imperialistas do ocidente. O oriente tornou-se, a partir do fim do
Império Otomano ao fim da Primeira Grande Guerra, no palco das manobras
político-econômicas dos vencedores. Assim quando nos deparamos hoje com tantas
disputas e tantos atentados, estamos; na verdade, contemplando o efeito de
quase um milênio da desgraça humana.
No
oriente a China, outrora Comunista e decadente, surge como uma ameaçadora
potencia comercial tipicamente Capitalista. Mais feroz ainda do que a mais
Capitalista das potências, explora seu povo que vive na penúria, em prol da industrialização
e supremacia econômica desta. Ao seu lado a Coréia do Norte, atrasada e ainda
reclusa em seu Comunismo arraigado, ameaça o mundo com a sombra de um conflito
nuclear com sua irmâ vizinha Coréia do Sul. Problemas não terminados da guerra
fria, que não conseguiu solucionar as disputas ideológicas que dividiram uma
nação. O Japão, destronado de sua posição de lider econômica do Oriente, amarga
com a crise mundial e sente a ameaça chinesa e antigas magoas desta com relação
à pátria nipônica remanescentes da Segunda Guerra Mundial. Finalmente o Oriente
Médio, a colcha de retalhos do mundo, desfeita fio a fio junto às crises
políticas entre os vizinhos, com relação a Israel e o ocidente e agora com os
desejos de democracia de seus cidadãos como vimos no Egito, na Líbia, na
Tunísia, no Iemen e hoje; violentamente, na Síria. Um palco de guerra que cada
vez mais entoa alto na comunidade internacional e que pode, assim como na
Primeira Guerra, a um simples estopim, originar um conflito muito maior. Assim como
bastou um assassinato para começar esta guerra, hoje basta algo semelhante para
deflagrar algo semelhante. Embora não queiramos crer, estamos cada vez mais a
um passo de algo terrível, talvez mais ainda do que naqueles tempos da guerra
fria.
Concluindo,
se antes havia um foco para as preocupações, hoje este se dispersou e se
alastram pelo mundo os perigos. Cada região do nosso mundo atual vive algum
conflito ou a ameaça deste. Além disso o ocidente insiste ainda, sob alegações
falsas de defesa da estabilidade e democracia, em intrometer-se na região,
obtendo com isso mais crise e ameaça. O mundo em que vivemos não possui mais um
estopim mas vários, que podem estourar um a um ou todos juntos. Ainda, aliado a
todas as questões políticas, a crise econômica mostra a crise total do sistema
Capitalista que, ao gerar "deficits" nas balanças comerciais das
principais potências, enfraquece-as e abre espaço a que; diante das
dificuldades, acirrem-se ânimos daqueles países antes explorados. O Irã por exemplo,
atraves de sua discutível pesquisa nuclear, a Coréia do Norte, devido a sua
política fechada, os rebeldes iraquianos e afegãos ligados ao Talibã, e pior,
as ameaças terroristas dentro do próprio solo dos países ocidentais, nos levam
a abrir olhos em diversos ângulos, temerosos por inúmeras ameaças mas que, no
fundo, tem as mesmas origens.
Hoje,
então, em 2012, quando se fala tanto em um "fim do mundo"
predestinado por diversas profecias, as galhofas e a descrença são substituídas
por milhões de habitantes pelo mundo, em real perigo. Não vivemos mais uma
ameaça, mas sim diversas, e; diante disso, porque não temer um conflito
decisivo? Porque não olhar essas profecias com crédito quando o mundo todo
parece na iminência de explodir? A verdade é que nunca estivemos mais próximos
de tal fato ocorrer. Se antes os dispositivos necessários a tal feito
encontravam-se nas mãos de dois governos reconhecidos, hoje temos isto diante
das mãos de qualquer terrorista ou governo insano e despótico. Imaginemos o Irã
possuindo uma arma nuclear? Teriam as mesmas precauções que tiveram Estados
Unidos e URSS durante a "détente"? Diante das rivalidades contra
Israel, pensariam antes de eviar um míssil nuclear contra sua inimiga? A
loucura dos potentores destes países substiutuiu o bom senso de outros tempos,
nos colocando cada dia mais próximos do fim...
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