segunda-feira, 19 de março de 2012



PORQUE RIS? GRANDE THOR...



Longe de prejulgar ou acusar, achei muito estranha esta foto em que o filho querido e superprotegido do Sr. Fantástico bilionário, aparece sorrindo diante da tragédia que causou. Após ter tão violentamente, mesmo que sem querer, tirado a vida de outro ser humano, estranharia a qualquer um que visse essa pessoa soltar um sorriso quase debochado diante de tal situação.


Os atos sempre foram o louro e a cruz, o primeiro que abrilhantava o vencedor dos jogos com a glória e o segundo que o crucificava. Por isso, antes de tudo, cada ato nosso, seres civilizados, é sempre carregado das exigências comportamentais as quais a sociedade exige. Claro que tais comportamentos variam de acordo com a sociedade, seus costumes, e mesmo nivel social e de renda. Imagino se uma pessoa simples houvesse, sem querer, atropelado e matado o filho do Sr. Fantástico e saísse da delegacia, se é que conseguiria, rindo. De que a opinião pública e a mídia o acusaria? Assassino cruel, insensível, rindo mesmo depois de cometida a barbárie! Enfim, claro que as circunstâncias diante do mesmo ato seriam totalmente diferentes.


Assim, a despeito de qualquer culpabilidade, fica-me na memória essa foto, e tudo o que ela me passa de mais interno, mais intrínseco e parcial. Vejo pois, a meu ver, um rapaz mimado e seu pai bilionário, que não seria o mesmo rapaz se não fosse seu pai quem é. Não estaria saindo da delegacia dessa forma sem chamar qualquer atenção negativa se fosse um qualquer cujo ato impensado matou alguém. Claro que podem dizer que o que estou proferindo nada mais seria do que minha parcialidade invejosa relativa ao poder econômico do projenitor de Thor, o quase senhor Odin, mas a verdade é que a realidade é esta mesmo, doa a quem doer, os ricos podem coisas que os pobres, meros mortais, seriam muito julgados se os fizessem. Envolver-se em um trágico acidente é uma coisa, mas horas depois sair de uma delegacia com um sorriso tranquilo no rosto, já acho algo muito diferente, indicador ou de indiferença ou distúrbio mental.

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