domingo, 18 de março de 2012

REVOLUÇÃO? SINAL DOS TEMPOS... SERÁ QUE O GIGANTE ACORDOU E DEIXOU DE SER UM PACÍFICO ETERNAMENTE DEITADO EM BERÇO EXPLÊNDICO?


REVOLUÇÃO? SINAL DOS TEMPOS... SERÁ QUE O GIGANTE ACORDOU E DEIXOU DE SER UM PACÍFICO ETERNAMENTE DEITADO EM BERÇO EXPLÊNDIDO?



Acordado pelas imagens do povo se revoltando diante do nosso hiperineficiente sistema ferroviário, lembrei-me das revoltas populares que estão afligindo os países Árabes e me perguntei, será que somos os próximos? Será que a violência revoltosa sem noção resolveu atacar agora a nós? É certo que a situação a qual somos diariamente sujeitos em trens, ônibus e metrô é passível de imensa revolta. Mas também é bastante comum que tais revoltas em nosso país ou acabem em nada ou tornem-se violência generalisada, perdida de seus objetivos e desvirtuando-se pela gratuidade da bagunça.
              
 Vi pessoas perigosamente apoiadas no trem que puxava a composição e me perguntava: Será que foi preciso fazer isso? A necessidade da revolta tem sempre que correr lado a lado com os objetivos dela. Diriam que para isso seria necessário um lider, mas sabemos que líderes nem sempre são fieis ao que se propoe inicialmente ou não são conclusivamente possuidores de todo o controle sobre uma multidão revoltada.
                
A verdade é que a revolta é necessária, só me preocupam os excessos praticados. Temos um governo que em nada se preocupa com as camadas mais necessitadas as quais são as que sustentam toda a máquina econômica da cidade e mesmo do país. Todos não imaginam a força que tem, nunca souberam, mas perdem-se exatamente quando esta força se expressa como bagunça e não como indignação justa.
                    
Os governantes esforçam-se por chamar a população de mentirosa quando afirmam que tudo vai bem e que tudo é organizado. Nessas horas em que tais imagens são mostradas, chegam mesmo a iludir com afirmações de que tudo isto foi uma exceção, dia atípico, problemas esporádicos. Sabemos porém que todo dia a mesma coisa acontece, o que diverge são as consequências e a abrangencia do fato ou a paciência das pessoas.
                    
A verdade é que a revolta não me desagrada mas me preocupa muito os caminhos que seguirão e as consequências não previstas. Apesar disto tudo, a voz nunca é ouvida quando é apenas um sussurro, apenas quando gritam as pessoas são ouvidas, e mesmo assim as vezes não. Então que esta revolta nos trens seja positiva para ao menos ilustrar a indignação popular e que seja feita de forma coerente para não só persistir o respeito ao próximo mas principalmente poder fazer surtir algum resultado além apenas de ibope para as redes que o transmitirem e discursos hipócritas de políticos. Lembram-se dos discursos depois da queda dos prédios no centro do Rio? Lembram-se da consternação e da revolta? Lembram-se dos discursos das autoridades? E agora? Parece que só restou a falta e o lamento dos familiares dos mortos, apenas isso. Dirão, a vida segue. Que vida? Que vida deve seguir? A mesma vida? Ou uma melhor em que esses erros nunca mais sejam seguidos?

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