A FORÇA DE UM NOVO DESAFIO: O VALE DO PARAÍBA SE DESCORTINA NO MEU
HORIZONTE COMO UM ÁRDUO MAS PRAZEIROSO PORVIR.
Desafios são sempre coisas que excitam e ao mesmo tempo apavoram. Ontém tive a grata surpresa, avisado por meu grande amigo Pedro Beja, que ambos haviamos finalmente sido escolhidos para fazermos parte da pesquisa que nossa saudosa professora Claudia Atalah está iniciando na Universidade de Vassouras sobre o Vale do Paraíba nos séculos XVI e XVII. Apesar da minha paixão aqui mesmo expressa pela História Antiga, assumo que a fascinação pela História do Brasil também me contagia.
Em particular sempre tive, como Monarquista que sou, um fascinio especial pelo Brasil monárquico, mas o período colonial, que não me era muito aprazivel, foi tão bem ensinado e com tanta paixão por esta professora acima referida, que acabei por também apaixonar-me. Tanto que, ao final do período, quando esta aventou a possibilidade desta empreitada, eu e Beja ficamos muito entusiasmados, tanto pelo assunto como por podermos manter o contato com tão valorosa professora. É uma realidade que alguns professores nos marcam e são fundamentais em nossa formação. Eu, mesmo nos meus 40 anos, digo que esta foi uma pessoa marcante na minha inicial formação acadêmica e mesmo profissional. Seu exemplo de dedicação, didática e conhecimentos nos fizeram, posso incluir sem dúvidas meu caro amigo Beja, querer com certeza ser como ela.
Agora nos preparamos para esse desafio, amedrontados com a responsabilidade é claro, mas certos de que não podemos deixar escapar essa chance de fazermos parte de algo tão grande. Acho que qualquer coisa para dar certo tem que ter um pouco desse temor para que não figure uma tal certeza que faça a pessoa, achando ser tudo facil, esmorecer nos cuidados e não perder-se em meio à confusão das certezas. Serão meses ou anos de profundo mergulho nessa realidade fluminense do Vale do Paraíba que nos fará certamente crescermos muito como acadêmicos, nos preparando muito, graças ao exemplo desta professora, para nosso futuro profissional como docentes de História, em particular a do Brasil, nos tornando melhores professores.
Se minha paixão pela História Antiga não arrefeceu-se, digamos que a História do Brasil tornar-se-á minha amante. Dispensará muitas horas mas sem ciumeira. Continuarei a dedicar-me no que me propus neste blog, mostrar o quanto a História Antiga é importante. Aliás, neste caso, este estudo que iremos desenvolver, nada mais é que o estudo da História Antiga do nosso Brasil, mostrando suas origens e como foram importantes para o que acontece ainda hoje. Tudo o que analisaremos, tem seu reflexo ainda nos dias de hoje, tendo sido sua evolução que nos fez o que somos. Estudaremos os pilares da política fluminense e, portanto, os pilares da futura sede do governo ultramarino, a corte, o Império... Enfim, tudo correlato, até chegarmos à República, tudo está entrelaçado e ligado ao ponto zero, o momento em que o Rio começou a esboçar suas relações políticas internas e com o restante do Império Português nas relações com esta e o Antigo Regime, como o grupo Antigo Regime nos Trópicos tanto salienta e nossa querida Claudia analisara mais a fundo nesta região tão importante da região fluminense.
Deslocando o foco da análise do Antigo Regime nos Trópicos para a região do Vale do Paraíba, Cláudia, auxiliada por nós, completará uma lacuna extremamente necessária, saindo do foco apresentado com relação ao litoral e o porto do Rio para estruturar tudo isto com a região que propiciou verdadeiramente essa posição estratégica do Rio, a região canavieira e posteriormente cafeeira do Vale. Hoje sombras apenas rondam esse passado explendoroso, sombras essas que vamos remexer, cavucar, desvendar e expor ao mundo, trazendo de volta além do passado já conhecido do século XIX mas as origens que abarcam o início da colonização nos séculos XVI, XVII e XVIII. Vai ser uma jornada maravilhosa e cujos frutos, mesmo com medo, creio que serão vigorosos e nos propiciaram muita alegria ao seu desfecho.
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