domingo, 18 de março de 2012

MORTE E DROGAS


MORTE E DROGAS


Dirão os que usam, não sou violento, dizem as repetidas manchetes: filho usuário de drogas mata pais. E então? As drogas são um problema não atual, mas desde quando o primeiro homem as usou como forma de fugir à realidade. Talvez o principal motivo seja o nosso raciocínio. Sim! O homem é o único animal que pensa nas tristezas da vida, que se deprime e busca nessa depressão alguma fuga imediata. Penso nas diversas vezes que me senti deprimido e de nunca ter tido sequer a vontade de fugir dela. Serei meio irracional portanto? Talvez... As vezes precisamos nos tornar mais irracionais de novo. Não essa irracionalidade que origina tais crimes, mas aquela natural que deixamos para trás.

A primeira droga talvez tenha sido a maçã, quando a tomamos; na narrativa bíblica, e nos vimos pela primeira vez nus. Esse nu, que é pregado no livro sagrado, refere-se ao nu não corpóreo. Nesse momento o homem começou a se ver, a analisar-se, a buscar porquês dentro de si. Aí começaram os problemas. Buscar a natureza de todos os sentimentos leva-nos ou à loucura ou à sensação de que podemos tudo. Assim como esses jovens tem feito. Depois, quando vem o arrependimento, a droga de nada valeu pra curar suas angustias e perguntas internas.

O ópio era usado pelos chineses de forma terapêutica, os ingleses sábios os viciaram para domina-los, a folha da coca, inofensiva, tornou-se letal quando estrairam dela seus princípios mais ativos. A droga, seja ela qual for, deixa-nos a sensação falsa de um bem estar que é totalmente ilusório e momentâneo. Dirão... mas a que eu uso é inofensiva. Responderei... droga alguma é totalmente inofensiva, caso contrário porque se chamaria droga? 

Sei que pode parecer uma opinião pessoal e, por isso, tendenciosa e fora do contexto exigido a um historiador de isenção de opiniões. Mas na verdade os fatos falam por si só. Já tive oportunidade de ver os efeitos de várias drogas de fora como não usuário. Não achei nada que pudesse achar que tenham sido contribuidoras àquelas pessoas. As vi por vezes inertes, ou agitadas, ou agressivas, ou simplesmente apagarem. Então? Porque usar? Dirão... Vício... Concordo... Meu cigarro é um vício, e não consigo larga-lo. Mas e se não houvesse começado? E de que forma ele me ajuda a resolver quaisquer coisas, quaisquer angustias ? Nada... Apenas o baforar de fumaça entranhando nos pulmões e sufocando a vida. A difença é que a droga, muitas vezes, sufoca não só a vida da pessoa mas daqueles que estão à sua volta, conhecidos ou estranhos.

É bom refletirmos sobre tudo o que tem acontecido. Meninos que vejo sempre, ao passar no Jacarezinho, inertes como fossem trapos ao chão, usuários de cocaína chegando à loucura e matando quem amam, aqueles que usaram heroína e cujos efeitos anos mais tarde estão impregnados em seu corpo, minando tanto a inteligência como outras partes como a visão, o alcool que torna a pessoa alguem desagradável, apontado de forma vexatória por todos. É triste, muito triste o que a razão nos fez ao começarmos a, buscando a origem de todas as coisas, nos perdermos exatamente com coisas para que; no fundo, não consigamos encontrar o que realmente há dentro de nós, uma fuga de nossas verdades, ao invés de, encarando-as, conseguirmos supera-las.

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