domingo, 18 de março de 2012

GUERRA PRA TODO LADO, E AGORA?


GUERRA PARA TODO LADO, E AGORA?


Quando era adolescente, a algum tempo, havia uma única ameaça, o confronto final entre o Capitalismo e o Comunismo atravez da guerra entre os Estados Unidos e a URSS. Os tempos se passaram, mudaram os rumos, o Comunismo acabou, derrubou-se o muro, antigos inimigos tornaram-se aliados e parecia que a paz e a tranquilidade substituiriam a guerra fria. Foi ledo engano, novos inimigos vieram à tona, novos? Na verdade são antigos inimigos ocultos.

Na ameaça terrorista, que parece; por vezes, tão atual, se refletirmos a séculos atrás acharemos sua origem ainda na Idade Média com as cruzadas. Cristãos e Muçulmanos travaram sua primeira batalha pelo controle do seu mundo naquela época. Hoje temos a conclusão do desenrolar de todos aqueles ódios reunidos por tanto tempo. Aliado a isto, centenas de alianças ao longo do tempo desestabilizaram a região, acirrando disputas e rivalidades locais em prol dos interesses imperialistas do ocidente. O oriente tornou-se, a partir do fim do Império Otomano ao fim da Primeira Grande Guerra, no palco das manobras político-econômicas dos vencedores. Assim quando nos deparamos hoje com tantas disputas e tantos atentados, estamos; na verdade, contemplando o efeito de quase um milênio da desgraça humana.

No oriente a China, outrora Comunista e decadente, surge como uma ameaçadora potencia comercial tipicamente Capitalista. Mais feroz ainda do que a mais Capitalista das potências, explora seu povo que vive na penúria, em prol da industrialização e supremacia econômica desta. Ao seu lado a Coréia do Norte, atrasada e ainda reclusa em seu Comunismo arraigado, ameaça o mundo com a sombra de um conflito nuclear com sua irmâ vizinha Coréia do Sul. Problemas não terminados da guerra fria, que não conseguiu solucionar as disputas ideológicas que dividiram uma nação. O Japão, destronado de sua posição de lider econômica do Oriente, amarga com a crise mundial e sente a ameaça chinesa e antigas magoas desta com relação à pátria nipônica remanescentes da Segunda Guerra Mundial. Finalmente o Oriente Médio, a colcha de retalhos do mundo, desfeita fio a fio junto às crises políticas entre os vizinhos, com relação a Israel e o ocidente e agora com os desejos de democracia de seus cidadãos como vimos no Egito, na Líbia, na Tunísia, no Iemen e hoje; violentamente, na Síria. Um palco de guerra que cada vez mais entoa alto na comunidade internacional e que pode, assim como na Primeira Guerra, a um simples estopim, originar um conflito muito maior. Assim como bastou um assassinato para começar esta guerra, hoje basta algo semelhante para deflagrar algo semelhante. Embora não queiramos crer, estamos cada vez mais a um passo de algo terrível, talvez mais ainda do que naqueles tempos da guerra fria.

Concluindo, se antes havia um foco para as preocupações, hoje este se dispersou e se alastram pelo mundo os perigos. Cada região do nosso mundo atual vive algum conflito ou a ameaça deste. Além disso o ocidente insiste ainda, sob alegações falsas de defesa da estabilidade e democracia, em intrometer-se na região, obtendo com isso mais crise e ameaça. O mundo em que vivemos não possui mais um estopim mas vários, que podem estourar um a um ou todos juntos. Ainda, aliado a todas as questões políticas, a crise econômica mostra a crise total do sistema Capitalista que, ao gerar "deficits" nas balanças comerciais das principais potências, enfraquece-as e abre espaço a que; diante das dificuldades, acirrem-se ânimos daqueles países antes explorados. O Irã por exemplo, atraves de sua discutível pesquisa nuclear, a Coréia do Norte, devido a sua política fechada, os rebeldes iraquianos e afegãos ligados ao Talibã, e pior, as ameaças terroristas dentro do próprio solo dos países ocidentais, nos levam a abrir olhos em diversos ângulos, temerosos por inúmeras ameaças mas que, no fundo, tem as mesmas origens. 

Hoje, então, em 2012, quando se fala tanto em um "fim do mundo" predestinado por diversas profecias, as galhofas e a descrença são substituídas por milhões de habitantes pelo mundo, em real perigo. Não vivemos mais uma ameaça, mas sim diversas, e; diante disso, porque não temer um conflito decisivo? Porque não olhar essas profecias com crédito quando o mundo todo parece na iminência de explodir? A verdade é que nunca estivemos mais próximos de tal fato ocorrer. Se antes os dispositivos necessários a tal feito encontravam-se nas mãos de dois governos reconhecidos, hoje temos isto diante das mãos de qualquer terrorista ou governo insano e despótico. Imaginemos o Irã possuindo uma arma nuclear? Teriam as mesmas precauções que tiveram Estados Unidos e URSS durante a "détente"? Diante das rivalidades contra Israel, pensariam antes de eviar um míssil nuclear contra sua inimiga? A loucura dos potentores destes países substiutuiu o bom senso de outros tempos, nos colocando cada dia mais próximos do fim...

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