GUERRA PARA TODO LADO, E AGORA?
Quando
era adolescente, a algum tempo, havia uma única ameaça, o confronto final entre
o Capitalismo e o Comunismo atravez da guerra entre os Estados Unidos e a URSS.
Os tempos se passaram, mudaram os rumos, o Comunismo acabou, derrubou-se o
muro, antigos inimigos tornaram-se aliados e parecia que a paz e a
tranquilidade substituiriam a guerra fria. Foi ledo engano, novos inimigos
vieram à tona, novos? Na verdade são antigos inimigos ocultos.
Na ameaça
terrorista, que parece; por vezes, tão atual, se refletirmos a séculos atrás
acharemos sua origem ainda na Idade Média com as cruzadas. Cristãos e
Muçulmanos travaram sua primeira batalha pelo controle do seu mundo naquela
época. Hoje temos a conclusão do desenrolar de todos aqueles ódios reunidos por
tanto tempo. Aliado a isto, centenas de alianças ao longo do tempo
desestabilizaram a região, acirrando disputas e rivalidades locais em prol dos
interesses imperialistas do ocidente. O oriente tornou-se, a partir do fim do
Império Otomano ao fim da Primeira Grande Guerra, no palco das manobras
político-econômicas dos vencedores. Assim quando nos deparamos hoje com tantas
disputas e tantos atentados, estamos; na verdade, contemplando o efeito de
quase um milênio da desgraça humana.
No
oriente a China, outrora Comunista e decadente, surge como uma ameaçadora
potencia comercial tipicamente Capitalista. Mais feroz ainda do que a mais
Capitalista das potências, explora seu povo que vive na penúria, em prol da industrialização
e supremacia econômica desta. Ao seu lado a Coréia do Norte, atrasada e ainda
reclusa em seu Comunismo arraigado, ameaça o mundo com a sombra de um conflito
nuclear com sua irmâ vizinha Coréia do Sul. Problemas não terminados da guerra
fria, que não conseguiu solucionar as disputas ideológicas que dividiram uma
nação. O Japão, destronado de sua posição de lider econômica do Oriente, amarga
com a crise mundial e sente a ameaça chinesa e antigas magoas desta com relação
à pátria nipônica remanescentes da Segunda Guerra Mundial. Finalmente o Oriente
Médio, a colcha de retalhos do mundo, desfeita fio a fio junto às crises
políticas entre os vizinhos, com relação a Israel e o ocidente e agora com os
desejos de democracia de seus cidadãos como vimos no Egito, na Líbia, na
Tunísia, no Iemen e hoje; violentamente, na Síria. Um palco de guerra que cada
vez mais entoa alto na comunidade internacional e que pode, assim como na
Primeira Guerra, a um simples estopim, originar um conflito muito maior. Assim como
bastou um assassinato para começar esta guerra, hoje basta algo semelhante para
deflagrar algo semelhante. Embora não queiramos crer, estamos cada vez mais a
um passo de algo terrível, talvez mais ainda do que naqueles tempos da guerra
fria.
Concluindo,
se antes havia um foco para as preocupações, hoje este se dispersou e se
alastram pelo mundo os perigos. Cada região do nosso mundo atual vive algum
conflito ou a ameaça deste. Além disso o ocidente insiste ainda, sob alegações
falsas de defesa da estabilidade e democracia, em intrometer-se na região,
obtendo com isso mais crise e ameaça. O mundo em que vivemos não possui mais um
estopim mas vários, que podem estourar um a um ou todos juntos. Ainda, aliado a
todas as questões políticas, a crise econômica mostra a crise total do sistema
Capitalista que, ao gerar "deficits" nas balanças comerciais das
principais potências, enfraquece-as e abre espaço a que; diante das
dificuldades, acirrem-se ânimos daqueles países antes explorados. O Irã por exemplo,
atraves de sua discutível pesquisa nuclear, a Coréia do Norte, devido a sua
política fechada, os rebeldes iraquianos e afegãos ligados ao Talibã, e pior,
as ameaças terroristas dentro do próprio solo dos países ocidentais, nos levam
a abrir olhos em diversos ângulos, temerosos por inúmeras ameaças mas que, no
fundo, tem as mesmas origens.
Hoje,
então, em 2012, quando se fala tanto em um "fim do mundo"
predestinado por diversas profecias, as galhofas e a descrença são substituídas
por milhões de habitantes pelo mundo, em real perigo. Não vivemos mais uma
ameaça, mas sim diversas, e; diante disso, porque não temer um conflito
decisivo? Porque não olhar essas profecias com crédito quando o mundo todo
parece na iminência de explodir? A verdade é que nunca estivemos mais próximos
de tal fato ocorrer. Se antes os dispositivos necessários a tal feito
encontravam-se nas mãos de dois governos reconhecidos, hoje temos isto diante
das mãos de qualquer terrorista ou governo insano e despótico. Imaginemos o Irã
possuindo uma arma nuclear? Teriam as mesmas precauções que tiveram Estados
Unidos e URSS durante a "détente"? Diante das rivalidades contra
Israel, pensariam antes de eviar um míssil nuclear contra sua inimiga? A
loucura dos potentores destes países substiutuiu o bom senso de outros tempos,
nos colocando cada dia mais próximos do fim...
Nenhum comentário:
Postar um comentário