NIETZSCHE
Um mundo
que encara-se de frente no tempo presente me fez entender ser necessário uma
História que entenda os fatos ocorridos como desconectados de um eixo norteador
divino e obscuro como destacado por Hegel. Em minha pequena experiência com
relação ao segundo, estabelece-se; por ele, um vínculo com um mundo que
transcorre como que impulsionado à sua contra vontade adiante. Em Nietzsche, a
meu ver, o homem age com o momento mesmo que analisemos historicamente vários
momentos. Não existe uma missão humana ou social, tudo que ocorre é um fenômeno
de cada presente. O passado e o futuro se resumem no presente de cada momento.
Se tentar
filosofar acerca disto posso divagar que o passado é o presente que passou e o
futuro o presente que virá. Assim sendo, não existe passado ou futuro mas
somente variações do presente, do aqui, do agora. Desta forma, concordando com
o filósofo, o pensamento de um futuro idealizado ou o saudosismo de um passado
melhor tornam-se infundados em relação de uma valorização dos vários presentes
passados e futuros.
Ainda sob
esta análise, a religião é a morte do presente fundamentada na idolatria ao
passado originário desta e o futuro idealizado pela doutrinação segmentária
daqueles que a seguem, excluídos tanto o outro como o agora factual. Já a fé é
atemporal, pois se estabelece em qualquer momento, sem determinação de
temporalidade específica que atribua seu começo e seu fim. A fé estabelece que
nesse momento se perpetue a vontade. O homem situa sua fé e a chama de crença
no momento que acredita poder, neste momento, conseguir o que almeja, sem
pretender o que virá adiante ou invejar o que já veio e não possuiu. Entende
que, naquele momento pode possuir o que quiser, pois tem fé, naquele momento
presente.
Quando
uma pessoa, religiosa, em um momento decisivo presta-se; da forma que for, a
despeito do aspecto formal do ato, a rezar; seja para o que for, estabelece-se
não um diálogo com o passado ou com o futuro, mas uma confrontação com o
momento, com o que se deseja agora, não o que se teria desejado ou o que se
desejará, mas com o que se pretende conseguir com aquele ato presente,
momentâneo, instantâneo e livre de previr e porvir.
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