domingo, 18 de março de 2012

NIETZSCHE


NIETZSCHE

Um mundo que encara-se de frente no tempo presente me fez entender ser necessário uma História que entenda os fatos ocorridos como desconectados de um eixo norteador divino e obscuro como destacado por Hegel. Em minha pequena experiência com relação ao segundo, estabelece-se; por ele, um vínculo com um mundo que transcorre como que impulsionado à sua contra vontade adiante. Em Nietzsche, a meu ver, o homem age com o momento mesmo que analisemos historicamente vários momentos. Não existe uma missão humana ou social, tudo que ocorre é um fenômeno de cada presente. O passado e o futuro se resumem no presente de cada momento.
Se tentar filosofar acerca disto posso divagar que o passado é o presente que passou e o futuro o presente que virá. Assim sendo, não existe passado ou futuro mas somente variações do presente, do aqui, do agora. Desta forma, concordando com o filósofo, o pensamento de um futuro idealizado ou o saudosismo de um passado melhor tornam-se infundados em relação de uma valorização dos vários presentes passados e futuros.
Ainda sob esta análise, a religião é a morte do presente fundamentada na idolatria ao passado originário desta e o futuro idealizado pela doutrinação segmentária daqueles que a seguem, excluídos tanto o outro como o agora factual. Já a fé é atemporal, pois se estabelece em qualquer momento, sem determinação de temporalidade específica que atribua seu começo e seu fim. A fé estabelece que nesse momento se perpetue a vontade. O homem situa sua fé e a chama de crença no momento que acredita poder, neste momento, conseguir o que almeja, sem pretender o que virá adiante ou invejar o que já veio e não possuiu. Entende que, naquele momento pode possuir o que quiser, pois tem fé, naquele momento presente.
Quando uma pessoa, religiosa, em um momento decisivo presta-se; da forma que for, a despeito do aspecto formal do ato, a rezar; seja para o que for, estabelece-se não um diálogo com o passado ou com o futuro, mas uma confrontação com o momento, com o que se deseja agora, não o que se teria desejado ou o que se desejará, mas com o que se pretende conseguir com aquele ato presente, momentâneo, instantâneo e livre de previr e porvir.

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